O Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Victrelis para tratar pacientes com hepatite C crônica que ainda tenham alguma função hepática e que ou não tenham sido previamente tratados ou nos quais a terapia medicamentosa tenha falhado. O Victrelis é aprovado para uso em combinação com o interferon alfa-2a peguilado e a ribavirina.
A segurança e a eficácia do Victrelis (boceprevir), um inibidor da protease, foram avaliadas em dois ensaios clínicos de fase 3, com 1.500 pacientes adultos. Em ambos os estudos, dois terços dos pacientes que recebem Victrelis em combinação com interferon alfa-2a peguilado e a ribavirina experimentaram resposta virológica sustentada (ou seja, o vírus da hepatite C não foi mais detectado no sangue 24 semanas após a interrupção do tratamento). Isto sugere a cura da doença. Este novo tratamento foi comparado com o padrão atual de uso do interferon alfa-2a peguilado e da ribavirina, mostrando sua superioridade.
A resposta virológica sustentada pode resultar em melhora da cirrose, das complicações hepáticas, diminuição das taxas de câncer no fígado (carcinoma hepatocelular) e redução da mortalidade.
A hepatite C acomete milhões de pessoas em todo o mundo. É uma doença viral grave que provoca inflamação do fígado e pode levar à insuficiência hepática. A maioria dos pacientes não apresenta sintomas até que a lesão hepática ocorra, o que pode levar vários anos. Após a infecção inicial pelo vírus da hepatite C (HCV), a maioria das pessoas desenvolve a hepatite crônica C, que pode evoluir para a cirrose hepática. A cirrose pode levar a danos hepáticos com complicações como hemorragia, icterícia, ascite, infecções ou câncer de fígado.
Victrelis é comercializado pela Whitehouse Station, Merck. O comprimido deve ser ingerido três vezes ao dia, junto com alimentos. Ele atua ligando-se ao vírus e impedindo a sua multiplicação. Os efeitos colaterais relatados incluem cansaço, anemia, náuseas, cefaléia e alteração do paladar.
Fonte: FDA