A presença de pedras na vesícula ou nos rins já foi associada com a resistência insulínica. Já o risco que essas patologias apresentam para o desenvolvimento do diabetes mellitus ainda não está esclarecido.
Em artigo publicado no American Journal of Epidemiology, a presença de pedras na vesícula (colelitíase) foi identificada como um fator de risco independente para o desenvolvimento do diabetes mellitus tipo 2. A nefrolitíase (pedras nos rins) não foi associada ao maior risco de desenvolvimento deste tipo de diabetes.
Participantes do European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC)-Potsdam Study, na Alemanha, relataram 849 novos casos de diabetes mellitus tipo 2 entre 25.166 participantes – casos confirmados por seus médicos, durante acompanhamento de sete anos. Após ajustes estatísticos para sexo, idade, circunferência abdominal e fatores de risco relacionados ao estilo de vida, pessoas com pedras na vesícula (n=3.293) apresentaram risco aumentado para diabetes mellitus tipo 2, enquanto aquelas com pedras nos rins (n=2.468) não tiveram aumento no risco para esta doença.
Estes resultados sugerem que a colelitíase, mas não a nefrolitíase, possa predizer o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 27, fornecendo uma oportunidade de intervenção com medidas preventivas.
Fonte: American Journal of Epidemiology