A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta quarta-feira (27), alerta para os profissionais de saúde sobre o uso de sibutramina no Brasil, a medicação é usada para auxiliar o emagrecimento. A realização do estudo SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), que avaliou 10 mil pacientes durante seis anos, demonstrou aumento do risco cardiovascular nos pacientes tratados com a substância.
O estudo SCOUT indicou que o risco de desenvolver enfermidades cardiovasculares, como infarto do miocárdio1, acidente vascular cerebral2 e parada cardíaca, aumenta em 16% nos pacientes que utilizaram o medicamento, quando comparados àqueles tratados com placebo.
A partir da análise do estudo, a Anvisa recomenda a contraindicação do uso de medicamentos à base de sibutramina para pacientes3 com perfil semelhante aos incluídos no estudo SCOUT:
* Pacientes que apresentem obesidade4 associada à existência, ou antecedentes pessoais, de doenças cardio e cerebrovasculares.
* Pacientes que apresentem Diabetes Mellitus5 tipo 2, com sobrepeso6 ou obesidade4 e associada a mais um fator de risco7 para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares8.
Anvisa, por meio da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) fará nova avaliação do estudo, com o objetivo de investigar os níveis de segurança do medicamento em pacientes com perfis distintos dos já estudados. Essa avaliação poderá levar a Agência a determinar outras medidas restritivas ao uso da substância.
O estudo SCOUT foi a base para recentes tomadas de decisão das agências regulatórias da União Europeia (EMA – European Medicine Agency) e dos Estados Unidos (FDA – Food and Drug Administration).
O Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da EMA recomendou a suspensão da autorização de comercialização para o medicamento em toda a União Européia.
Nos Estados Unidos, não houve a proibição da fabricação e venda do medicamento. O FDA solicitou a inclusão de novas contra-indicações na bula do produto, para informar que a sibutramina não deve ser usada em pacientes com história de doença cardiovascular.
Fonte: ANVISA