A adesão a uma dieta mediterrânea está associada com menor risco de desenvolver depressão, segundo relatórios publicados nos Archives of General Psychiatry.
Cerca de 10.000 adultos na Espanha responderam a um questionário para avaliar quão bem eles seguiram um padrão alimentar mediterrâneo (ou seja, dieta rica em frutas, legumes, peixes, nozes, cereais e leguminosas; pobre em carnes, laticínios e gordura saturada; moderada ingestão de álcool; alta proporção de alimentos ricos em ácidos graxos monoinsaturados).
Após uma média de 4 anos de seguimento, as pessoas com maior aderência a dieta tiveram índices mais baixos de auto-relatado de depressão do que aqueles com menor aderência. Alto consumo de frutas e nozes, legumes e peixes foram separadamente analisados, e associados com menor risco de depressão.
Os autores especulam que o efeito observado pode ser explicado pelo impacto benéfico da dieta sobre a função endotelial, que pode, por sua vez, melhorar a produção de fator neurotrófico derivado pelo cérebro, pois há relatos de que este estaria reduzido na depressão.
Fonte: Archives of General Psychiatry