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Envelhecimento da população e menor fecundidade são desafio para sistema de saúde, aponta IBGE

Com o ritmo de crescimento populacional menor e a expectativa de vida maior, o Brasil terá de enfrentar novos desafios na saúde pública. Segundo um estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado nesta quarta-feira (2), os idosos consomem mais recursos de sistema de saúde devido às internações mais frequentes, ao maior tempo de ocupação do leito e às várias patologias que os afetam.

O estudo mostra que, hoje, as doenças crônicas atingem 75,5% dos idosos – na faixa etária de 0 a 14 anos, a proporção cai para 9,3%. As principais causas de morte para pessoas acima de 60 anos são as doenças circulatórias, respiratórias e os tumores.

 

EVOLUÇÃO DA EXPECTATIVA DE VIDA NO BRASIL

1900

33,7 anos

1910

34,1 anos

1920

34,5 anos

1930

36,5 anos

1980

62,5 anos

1991

66,9 anos

2000

70,4 anos

2005

72,1 anos

 

O custo de internação per capita aumenta com a idade: um paciente entre os 60 e os 69 anos custa ao sistema de saúde R$ 63. Dos 80 anos em diante, o valor sobe para R$ 179. Além disso, somente 29,4% dos idosos têm plano de saúde particular.

A esperança de vida do brasileiro ao nascer atingiu os 72 anos em 2005. Já a taxa de fecundidade chegou a dois filhos por mulher em 2006 – para se ter uma ideia das mudanças ocorridas na sociedade nas últimas décadas, em 1980 este indicador apontava 4,4 filhos por mulher.

Para este estudo, o IBGE analisou indicadores de população e de saúde de 1960 a 2005, incluindo as estimativas para 2006.

Saúde infantil

Junto com a queda na taxa de fecundidade, caiu também a mortalidade infantil nas últimas décadas. As doenças infecciosas e parasitárias perderam importância nas mortes de crianças, e aumentou a proporção de complicações relacionadas a enfermidades que surgem antes ou depois do parto.

O dado do IBGE mostra que o crescimento da rede de saúde ainda precisa se expandir para atender as gestantes, diz o estudo.

A proporção de mães que tiveram assistência pré-natal subiu de 43,7% para 54,5% entre 2000 e 2006, e a proporção de mulheres que não realizaram nenhuma consulta caiu de 4,7% para 2,1%. No entanto, em Estados mais afastados, o índice de mulheres que procuram fazer o pré-natal é bem menor à média nacional.

No Amapá, somente 23,6% das mulheres grávidas passaram por sete ou mais consultas e 9,6% não passaram por nenhuma consulta em 2006. No Acre, que também é um dos Estados com maior número de nascimentos em domicílios, 11,1% das mães não tiveram nenhuma consulta pré-natal. Para se ter uma ideia, em São Paulo e no Paraná, mais de 70% das mulheres passaram por sete ou mais consultas.


Fonte: UOL Ciência e Saúde

2018-04-14T05:23:39+00:00

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