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Envelhecimento com uma pele saudável

As radiações solares causam danos cumulativos na pele, desde envelhecimento precoce até desenvolvimento de câncer de pele.

Os cânceres de pele têm, nas últimas décadas, adquirido especial relevância devido a sua crescente incidência. Dentre eles, destaca-se o carcinoma basocelular (CBC), correspondendo a 75% dos tumores malignos da pele. Este acomete principalmente pessoas de pele branca, acima dos 40 anos e com relato de exposição solar intensa e repetitiva em algum período da vida.  O papel da exposição solar como fator de risco no CBC está bem definido. A ação dos raios ultravioleta produz inúmeras alterações no DNA celular induzindo o desenvolvimento de câncer na pele. O CBC, na maioria dos casos, é facilmente diagnosticado em consulta dermatológica de rotina.

Existe várias formas para se intensificar a proteção aos raios do sol como: fotoprotetores, uso de óculos escuros, chapéu, roupas adequadas, guarda-sol, entre outras medidas.

O mais comumente procurado, principalmente nas estações mais quentes do ano, são os protetores solares. Mas será que são adequadamente utilizados?

O fotoprotetor ideal deve ter, no mínimo, FPS (fator de proteção solar) 15 e ser de amplo espectro, ou seja, capaz de proteger tanto da radiação ultravioleta A (UVA) quanto ultravioleta B (UVB). Deverá ser aplicado com a pele limpa e seca, 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol. Toda área do corpo exposta deverá receber o produto (exceto olhos) de forma homogênea, não esquecendo de orelhas, dorso das mãos e pés. O filtro solar deverá ser reaplicado a cada 2 horas ou com um intervalo menor caso tenha entrado na água ou praticado exercício físico que induza suor excessivo.

A escolha do filtro vai depender do tipo de pele, da faixa etária e da região do corpo na qual será utilizado, além da preferência individual quanto à forma de apresentação.

Durante exposições solares prolongadas é imperativo o uso de chapéu, óculos escuros com lentes de proteção para UVA e UVB, permanência debaixo de guarda-sol ou em sombra, além de vestuário adequado. São as chamadas proteções mecânicas.

As roupas podem ser excelentes aliados na otimização da proteção solar. Vestuários com maior cobertura da pele e soltas determinam melhor barreira às radiações do que as curtas e coladas na pele. As roupas quando secas têm melhor proteção do que as molhadas. Tecidos de algodão, linho ou seda apresentam baixos índices de proteção, ao contrário do poliéster ou nylon.

Hoje, pode-se encontrar no mercado, roupas que passam por um processo químico para incorporação de protetores solares às suas fibras melhorando seu poder absorvedor das radiações.

Lembre-se: o uso do filtro solar  não significa passaporte para exposição intensa ao sol, e o maior segredo para uma pele saudável e bem conservada são os cuidados diários com alimentação, hidratação e uma fotoproteção adequada ao cotidiano de cada um.

 

Ana Roberta Figueiredo – Dermatologista
anaroberta.figueiredo@clinicaqualivida.com.br

2012-01-08T10:31:33+00:00

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