De acordo com estudo publicado no Journal of the American Medical Association, o uso de suplementos de vitamina B em pacientes com doença de Alzheimer de grau leve a moderado não retarda o déficit cognitivo.
Na doença de Alzheimer há aumento da homocisteína, uma proteína envolvida com mecanismos neuropatológicos da doença. Por esse motivo se pensava que a vitamina B fosse capaz de reduzir o risco de Alzheimer ou a progressão da doença, visto que a substância altera o metabolismo da homocisteína.
Paul Aissen e colegas da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, conduziram um estudo clínico para determinar se a redução da homocisteína – por meio da administração de ácido fólico, vitamina B6 e B12 – seria capaz de retardar o declínio cognitivo. A pesquisa levou um ano e meio e contou com a participação de 409 indivíduos com Alzheimer de intensidade leve a moderada. Apesar de a reposição com vitamina B reduzir os níveis de homocisteína, o uso dessa substância não foi capaz de alterar o curso de aquisição do déficit cognitivo.
Fonte: JAMA