Embora não haja estudos conclusivos sobre o risco de celulares causarem tumores cerebrais, uma deputada do estado de Maine, nos Estados Unidos, sugeriu que os celulares vendidos venham com um alerta dizendo que o uso pode causar tumores cerebrais e que as pessoas devem manter o aparelho o mais longe possível do seu corpo, segundo notícia publicada pelo CNET News.
A deputada democrata, Andrea Boland, disse à Associated Press que “vários estudos apontaram o risco de câncer para usuários de celulares”. Ela está elaborando sua proposta para o início de 2010. Andrea Boland usa o celular no modo de auto-falante quando precisa do aparelho e o mantém ligado somente quando sabe que alguém precisa contactá-la.
Se a proposta for aprovada, os celulares terão que vir com um aviso na embalagem sobre o risco do uso de celulares no desenvolvimento de câncer cerebral. Este alerta também deve incluir recomendações para que as pessoas mantenham seus celulares o mais distante possível do corpo.
Instituições que estudam as radiações eletromagnéticas; incluindo EM Radiation Research Trust, Powerwatch e EMR Policy Institute liberaram um estudo, em agosto de 2009, que diz que há um risco estatisticamente significativo de desenvolvimento de tumor cerebral em usuários de telefones móveis, assim como um risco aumentado para câncer1 nos olhos, tumores nas glândulas salivares, câncer de testículo, linfoma não Hodgkin’s e leucemia. Veja o documento original em Cellphones and Brain Tumors – 15 Reasons for Concern. Por outro lado, outras instituições como a Organização Mundial de Saúde (World Health Organization) e o Instituto Nacional do Câncer (National Cancer Institute) dizem que não há evidências conclusivas de que celulares causam câncer. Mas concordam que novas pesquisas devem ser realizadas.
Fontes: CNET News / EM Radiation Research Trust